O que é comer compulsivamente?

O ato de comer compulsivamente não é comer um doce, um salgadinho ou outro alimento com baixa taxa de nutrientes e altas calorias.

Segundo o Dr. Adriano Segal, Diretor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da ABESO (Associação Brasileira para o estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), “comer compulsivamente (ou, mais adequadamente dito, ter um episódio de compulsão alimentar, ECA) é comer o que a maior parte das pessoas iria achar uma grande ou imensa quantidade de comida (ou calorias, no caso de comidas MUITO calóricas), num intervalo muito pequeno de tempo (por exemplo, duas horas), com a sensação de não controlar não só o quanto comeu, mas, às vezes também, o que comeu.”

Quando o comer compulsivo torna-se uma doença, ele tem nome de Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica ou TCAP.
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A compulsão alimentar afeta homens e mulheres de todas as idades. Sendo que este transtorno é encontrado em cerca de 2% da população em geral, mais frequentemente em mulheres entre 20 e 30 anos de idade. Pesquisas demonstram que 30% das pessoas que procuram tratamento para obesidade ou para perda de peso são portadoras de transtorno do comer compulsivo.

Entre as suas causas estão vemos pessoas que começam a comer compulsivamente após um período de dieta mal acompanhada ou extremamente rígidas.

Outras depositam na comida a sua dificuldade em expressar suas necessidades ou a sua baixa autoestima, como um conforto emocional.

É normal também pessoas visivelmente estressadas terem transtorno compulsão alimentar como uma maneira de lidar com o seus problemas.  

Especialistas como nutrólogo, psiquiatra, endocrinologistas e clínico geral podem diagnosticar uma compulsão alimentar.

Eventos: Jornada do Aparelho Digestivo

Nesta quarta-feira, 15 de junho, o Dr. Luiz De Carli participou do evento científico Jornada do Aparelho Digestivo realizado na da Santa Casa de Misericórdia.

Na sala dedicada ao Curso de Bariátrica, o Dr. De Carli apresentou duas palestras, Tratamento Cirúrgico das Complicações Pós-Operatórias e Vídeo com Debate.

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Hábitos alimentares na adolescência

A alimentação balanceada e a construção de bons hábitos alimentares são fatores que inspiram cuidados na fase da adolescência.

É neste período que novos hábitos de consumo aparecem, muitos deles por motivos psicológicos, sociais e socio-econômicos, pela influência de amigos, rebeldia contra os controles exercidos pela família, busca de autonomia e identidade, aumento do poder de compra, hábito de preparar rotineiramente seu próprio alimento, a urbanização e o costume de comer fora de casa.

Porém, o que pouca gente percebe é que esses novos padrões alimentares podem repercutir, a longo prazo na saúde e nas escolhas alimentares.

“O crescimento estatural e o desenvolvimento normal da puberdade sofrem importante influência de uma alimentação adequada e balanceada. A necessidade de energia aumenta para que o crescimento rápido (também chamado de estirão) aconteça e o adolescente alcance a estatura alvo geneticamente determinada. Nos meninos, a quantidade de calorias necessária por dia é ainda maior, por causa por causa do maior crescimento em altura e maior quantidade de massa muscular. Na presença de obesidade, é frequente observar alta estatura, além de adiantamento do início da puberdade, principalmente em meninas. Já se existe desnutrição, o início e a progressão do crescimento e da puberdade podem ficar atrasados.”

Fonte: Erika Paniago é médica pesquisadora e colaboradora na Pós-Graduação da PUC-IEDE RJ.

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Para garantir a elaboração de lanches nutritivos, uma boa dica é que os lanches tenham pelo menos uma porção de cada grupo de alimentos.

Alimentos ricos em carboidratos (energéticos): pães, de preferência integrais ou ricos em fibras, bolachas simples, torradas, cereais, massas simples;

Alimentos ricos em proteínas: leite, iogurte, coalhada, queijo, ovo, presunto magro, peito de peru, carne de boi magra, peixe ou frango;

Alimentos reguladores (ricos em vitaminas, cereais e fibras): frutas, sucos naturais, vegetais.

O ideal é as refeições não sejam feitas com frequência em fast foods. É importante também avaliar no contexto da dieta o alto teor de gordura dos alimentos fornecidos por este tipo de serviço.

Hábitos alimentares estabelecidos na infância e adolescência podem resultar em maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo doença coronária, osteoporose e alguns tipos de câncer na vida adulta, os esforços para conscientização da importância de uma dieta preventiva devem começar logo no início desta fase.

Fontes de pesquisa:

http://www.dietnet.com.br/alimentacao-na-adolescencia/

http://www.abeso.org.br/coluna/obesidade-infantil/recomendacoes-de-alimentacao-na-adolescencia

Excesso de ferro no sangue?

Os sintomas de excesso de ferro no sangue, como cansaço, fraqueza e dor abdominal, podem ser difíceis de se perceber principalmente nos bebês, pois costumam ser confundidos com outras doenças comuns.

Em geral, o excesso de ferro causa alterações na cor da pele, que passa a ter tons cinza-azulados ou metálicos, e normalmente é causado pela hemocromatose, uma doença genética que aumenta a absorção de ferro no intestino.

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O ferro em excesso no organismo pode se acumular em órgãos como coração, fígado e pâncreas, fazendo surgir complicações como o aumento de gordura e endurecimento do fígado, cirrose, câncer, palpitações cardíacas, diabetes e artrite.

Além disso, esse problema também pode causar envelhecimento precoce devido ao acúmulo de radicais livres nas células.

O tratamento pode ser por meio do uso de medicamentos que diminuem a quantidade desse mineral no corpo, alterações da dieta ou fazendo a flebotomia, que é fazer uma sangria terapêutica.

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Os níveis elevados de ferro normalmente estão ligados a uma doença genética chamada hemocromatose, mas também podem estar ligados ao excesso de transfusões sanguíneas ou de uso de suplementos vitamínicos, por exemplo.

Para ajudar no controle, deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em ferro, como fígado, moela, carnes vermelhas, frutos do mar, feijão e vegetais verde escuros, como a couve e o espinafre.

E aumentar o conumo de alimentos que diminuem a absorção de ferro, como leite e derivados e chá preto. Uma boa estratégia é consumir um iogurte como sobremesa do almoço e do jantar, por exemplo.

O diagnóstico de níveis elevados de ferro no organismo é feito através de exame de sangue, que avalia também a quantidade de ferritina, que é responsável pelo estoque das reservas de ferro no corpo.

 

Fonte de pesquisa: tuasaude.com

Apneia do sono tem a ver com obesidade

A apneia do sono é causada pelo excesso de gordura ao redor das vias aéreas, traduzindo-se no bloqueio da respiração à noite.

Este problema significa a parada completa do fluxo do ar pelo nariz ou pela boca por 10 segundos ou mais. A hipopneia é uma diminuição do fluxo do ar em mais de 30%. Tanto a apneia quanto a hipopneia estão presentes na síndrome da apneia obstrutiva do sono.

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O exame que faz a investigação é a polissonografia, na qual o paciente dorme em um laboratório do sono com monitorização de vários parâmetros, como eletrocardiograma e oxigenação. Se a pessoa apresentar mais de cinco episódios de apneia ou hipopneia por hora de sono e apresentar queixas de cansaço e sonolência durante o dia, ela tem o diagnóstico de apneia.

A maioria das pessoas que possui a doença da apneia apresenta ronco, que é o principal motivo que as faz procurar ajuda do especialista. Mas não necessariamente quem ronca tem a doença.

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Outro sintoma decorrente da apneia é a sonolência, nos casos graves, apresenta incômodos e riscos adicionais, como o sono excessivo durante o trabalho ou na condução de um veículo. A apneia do sono também provoca uma alta pressão do sangue na circulação pulmonar, resultando, frequentemente, em sobrecarga cardíaca. Em tais pacientes, o risco de ataque cardíaco aumenta.

A obesidade contribui para o aparecimento da apneia devido a gordura que  se acumula no pescoço, reduzindo o diâmetro da faringe, e no tórax, levando a um maior esforço para respirar.