Homenagem no Paraguai

Na penúltima semana de agosto, o Dr. Luiz De Carli esteve alguns dias no Paraguai, onde viveu momentos emocionantes de troca, novidades e homenagens.

Sim, com grande alegria o Dr. De Carli foi homenageado com o título de Sócio Honorário da Sociedade de Cirurgia Endoscópica Paraguaia.

Com o Diretor da Faculdade de Medicina
Com o Diretor da Faculdade de Medicina

Além disso, ele realizou três cirurgias em um congresso com transmissão ao vivo, duas delas foram cirurgias de obesidade e uma de hérnia de hiato.

Fazendo cirurgias ao vivo para o congresso
Fazendo cirurgias ao vivo para o congresso

Passou também para dar aulas e palestras em um hospital e uma faculdade de medicina do Paraguai.

Ministrando aula
Ministrando aula

Confiram mais fotos:

 

Obesidade e emoções

A obesidade pode mexer com fatores psicológicos, acarretando diminuição da autoestima e depressão.

Porém, em consequência de problemas emocionais a obesidade pode se fazer presente, elevando o aumento de peso.

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Elencamos alguns distúrbios psicológicos que levam a obesidade:24

Compulsão Alimentar: Falamos em outro post sobre comer de forma compulsiva, onde as pessoas não comem por fome, mas sim por ansiedade, de forma apressada, ingerindo grandes quantidades de alimento num período curto de tempo, sentindo-se depois arrependidas ou culpadas.

Depressão: afeta os sentimentos e emoções da pessoa como um todo. Pessoas que estão deprimidas possuem uma alteração no comportamento alimentar, o que pode levá-­las a engordar

Ansiedade: é o “vilão” da sociedade moderna e das dietas alimentares. Pessoas tensas, excessivamente preocupadas, com pânico, com medos diversos ou alto nível de estresse podem encontrar no alimento uma fuga para seus males, para um estado interno de desconforto.

Dificuldades sexuais, conjugais ou afetivas: A gordura pode servir como “escudo” para evitar relacionamentos, não assumir a própria sexualidade ou mesmo como forma de “rebelião passiva” a situações conjugais conflituosas.

Stress: O aumento do cortisol circulante no organismo, provocado pelo stress intenso faz com que a pessoa procure na comida ingerida um “mecanismo anti-stress”.

Dificuldade de controle de impulsos: pessoas impulsivas são mais vulneráveis a uma “sabotagem” em sua dieta.

Problemas de relacionamento: dificuldades de relacionamento familiar e social, como timidez excessiva, agressividade social e baixa qualidade de vida social, podem encontrar na alimentação compulsiva uma forma de identificação.

Veja este vídeo explicando sobre como a obesidade acontece baseada em fatos psicológicos:

Jornada de Cirurgia Oncológica do Hospital Santa Rita

Na última sexta-feira, dia 19 de agosto de 2016, o Dr. De Carli participou de uma mesa de discussão sobre videocirurgia oncológica como debatedor da Jornada de Cirurgia Oncológica do Hospital Santa Rita.

Além disso, o doutor foi comentador de palestrantes vindos de várias partes do Brasil sobre cirurgia videolaparoscópica avançada em Oncologia.

O evento aconteceu na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e reuniu médicos, residentes e acadêmicos de medicina, além de profissionais da área da saúde.

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Diabetes Tipo 2: o que é?

*Este conteúdo foi desenvolvido pela Dra. Maria Edna de Melo, uma das diretoras do Departamento de Obesidade da SBEM.

 

O diabetes tipo 2 caracteriza-se pela produção insuficiente de insulina, pelo pâncreas, ou pela incapacidade do organismo de utilizar a insulina produzida de forma eficiente. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação. Porém, vem crescendo o número de diagnósticos do tipo 2 em indivíduos mais jovens.

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Confira 10 coisas que você precisa saber sobre o diabetes tipo 2:

  1. O número de casos de diabetes tipo 2 (DM2) vem aumentando nas últimas décadas, em decorrência do aumento do sedentarismo e piora dos hábitos alimentares que caracterizam a vida urbana moderna, levando a consequentes excesso de peso e obesidade.
  1. O DM2 manifesta-se apenas em pessoas geneticamente susceptíveis, de modo que ter familiares com diabetes já é um fator de risco para desenvolver a doença.
  1. O diagnóstico de diabetes é feito utilizando valores de glicemia de jejum (maior ou igual a 126 mg/dl em duas ocasiões) ou após a ingestão de uma quantidade específica de glicose (colhendo-se a glicemia 2 horas depois com valor maior ou igual a 200 mg/dl).
  1. Em glicemia aleatória colhida em qualquer momento um valor maior ou igual a 200 mg/dl, na presença dos sintomas clássicos também confere o diagnóstico de diabetes.
  1. O desenvolvimento do DM2 ocorre ao longo de anos e pessoas com valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl e/ou entre 140 e 199 mg/dl são diagnosticadas como portadoras de pré-diabetes. Estes valores já não são mais normais, porém não são tão elevados para classificar o indivíduo como diabético.
  1. Quem tem pré-diabetes não apresenta os sintomas clássicos de diabetes: aumento da sede, do volume urinário e perda não explicada de peso. No entanto, já possui maiores chances de apresentar problemas graves de saúde como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.
  2. As mudanças de estilo de vida são o primeiro passo para redução do peso corporal e controle dos valores da glicemia. Reduzir as atividades sedentárias e aumentar a atividade física programada (tais como caminhada, corrida, natação) ou espontânea (por exemplo, subir escadas, não utilizar o carro para percorrer pequenas distâncias) é fundamental.
  1. A mudança na alimentação não deve ser realizada utilizando como base dietas da moda. É necessário reduzir a ingestão calórica, o consumo de carnes gordas e embutidos, aumentar o consumo de fibras, com o aumento de grãos integrais, leguminosas hortaliças e frutas e limitar a ingestão de bebidas e comidas açucaradas.
  1. Embora haja evidência de uma relação entre bactérias intestinais e obesidade com suas alterações metabólicas, até o momento não há nada conclusivo para se recomendar mudanças alimentares baseadas nestes achados.
  1. O DM2 é caracterizado por uma combinação de resistência à ação da insulina e deficiência na produção deste hormônio, além de alterações na resposta incretínica intestinal. o DM2 é o tipo mais comum de diabetes, correspondendo a 95% dos casos no mundo.

O Dr. De Carli realiza cirurgia para o diabetes em pacientes que tem obesidade grau II e III.

Para mais informações: contato@luizdecarli.com.br | +55 51 3228 8304 | +55 51 3227 6020

Pequenas atitudes para uma boa digestão

Pensar nos alimentos que consumimos é muito importante, porém é necessário também cuidar do mecanismo que irá transportar os nutrientes para dentro do corpo humano, o nosso sistema digestivo.

Pois, é o trato digestivo que fornece ao organismo, suprimentos contínuos de proteínas, carboidratos, vitaminas, ou seja, qualquer tipo de nutriente.

A saúde do sistema digestivo começa na boca, onde os dentes nos ajudam a triturar, separar e misturar adequadamente os alimentos que ingerimos, começando por aí uma boa digestão.

Seria bom se você observasse se esta mastigando bem os alimentos, não ingerindo pedaços muito grandes de carnes, por exemplo.

02 Pequenas atitudes para uma boa digestão Dr. De Carli

Existes algumas atitudes no seu dia a dia que podem te ajudar a ter uma digestão mais eficaz.

O ideal é que você não consuma mais que um copo de 200ml de líquido durante a refeição. Ao tomar muito líquido junto com a refeição você dificulta a ação das enzimas e sucos gástricos.

Ao consumir legumes, verduras e frutas você fornece fibras ao seu organismos, o que estimula os movimentos peristálticos do intestino, diminuindo o colesterol, a possibilidade de câncer e absorção de gorduras e glicoses.

Você não precisa dormir logo após uma refeição, mas movimentos leves para que o seu organismos concentre na digestão é muito importante. Você pode fazer uma caminhada leve para facilitar esse processo. Dê uma volta na quadra. 😉

 

Cirurgia de redução de estomago é esperança para pacientes

*Matéria de 2011 da Zero Hora
Leitura na íntegra em: http://bit.ly/2ag5QdR

Cirurgia de redução de estômago é esperança de vida nova para jovem de 26 anos

Enquanto espera para tratamento cirúrgico para obesidade, Moisés Rodrigues vive uma rotina cheia de restrições e medicamentos

05 Cirurgia de redução de estomago é esperança para pacientes

Nos últimos anos, a cirurgia bariátrica — ou cirurgia de redução de estômago — tornou-se uma nova esperança de tratamento para a obesidade no país. Para Moisés Rodrigues, 26 anos, o procedimento cirúrgico como forma de tratamento da doença foi determinado em 2007 e, desde então, o jovem espera ansiosamente pela nova vida que acredita que terá depois da intervenção.

— Sofro com a obesidade desde os oito anos. Eu era uma criança anêmica e, como não existiam recursos para identificar as causas na época, fiz muitos tratamentos medicinais e alternativos, inclusive com graxa de capivara. Depois de algum tempo, me recuperei da anemia, mas acabei ganhando peso até chegar aos 240 kg que estou hoje — conta.

O estudante de Caxias do Sul afirma que aos 15 anos resolveu procurar ajuda e, a partir de então, tentou várias opções de tratamentos para perder peso, mas não obteve resultados.

— Há onze anos, tomei consciência da minha condição e percebi que a obesidade poderia me matar, então, procurei um endocrinologista e, depois de anos de tentativas, chegamos à conclusão de que teria que partir para a intervenção cirúrgica — diz.

Um dos maiores desejos de Moisés depois da cirurgia é poder brincar com o filho sem cansar em pouco tempo Foto: Rodrigues / Arquivo pessoal
Um dos maiores desejos de Moisés depois da cirurgia é poder brincar com o filho sem cansar em pouco tempo Foto: Rodrigues / Arquivo pessoal

Enquanto espera a marcação da cirurgia, que foi autorizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em novembro de 2010, Moisés segue uma rotina de restrições.

— Meu dia se restringe a cuidar do meu filho em casa e estudar Mecânica Industrial. Estou desempregado há algum tempo e, quando me chamam para entrevistas, acabo recebendo desculpas e “sorrisos amarelos”. É difícil ser normal onde tu és diferente: não ando de ônibus e, quando necessário, passo por constrangimentos, pois as catracas são apertadas; não frequento cinemas e teatros, apesar de gostar muito; evito sentar em cadeiras de determinados locais, pois podem quebrar; tenho dificuldade para comprar roupas porque são poucas as lojas que têm tamanhos maiores e, por isso, quando encontro, tenho que comprar, não tenho opção — lamenta.

Além disso, em função da obesidade, o rapaz desenvolveu outros problemas de saúde e por isso necessita tomar muitos medicamentos diariamente:  

— Tomo remédio para hipertensão duas vezes ao dia; diurético pela manhã; dois controladores de diabetes, um três vezes ao dia e outro uma; um controlador de colesterol uma vez por dia e uso insulina à noite. Além disso, sofro com dores na coluna e nas pernas e tenho dificuldade para dormir e caminhar.

Quando perguntado sobre o futuro depois da cirurgia bariátrica, Moisés não demonstra dúvidas:

— Tudo vai mudar, vou “nascer de novo”. Depois de anos de restrições e constrangimentos, quero poder passear com meu filho e não ter que parar a cada 10 minutos, jogar bola, andar de bicicleta, ir ao cinema e teatro, fazer as coisas mais básicas que tenho por direito. Confio que vai ser página virada em minha vida, não ter que usar vários tipos de remédios, vou poder entrar em uma loja e escolher a roupa que goste e não a que tiver. São coisas simples, mas que pra mim vão fazer diferença — afirma.

A cirurgia e a vida nova

O procedimento cirúrgico para tratar a obesidade é indicado, segundo o cirurgião da Santa Casa, Luiz Alberto De Carli, quando o índice de massa corpórea (IMC) do paciente passa dos 40 kg/m² ou quando está em 35 kg/m² com comorbidade, ou seja, se há outras doenças associadas, como no caso de Moisés.

— Existem três tipos de cirurgia bariátrica. A restritiva é a redução do estômago, enquanto na disabsortiva é feito um desvio no intestino. Já a mista é restritiva e um pouco disabsortiva e é a mais usada em todo o mundo — explica o médico.

Antes de fazer a cirurgia, o paciente passa por um tratamento pré-operatório com profissionais de diferentes formações.

— No ano passado, tive acompanhamento de nutricionista, psiquiatra, cardiologista, endocrinologista, gastroenterologista, etc. Além disso, fiz vários exames e avaliações — conta Moisés.

De acordo com De Carli, além de autorizar a realização da cirurgia, esta preparação serve para orientar o paciente sobre a vida depois da cirurgia.

— O paciente vai ser informado que, para o tratamento dar certo, terá que comer menos durante toda a vida. E, no pós-operatório, é importante que ele seja acompanhado pela mesma equipe, que vai orientá-lo sobre alimentação, vai realizar exames de laboratório periodicamente e verificar se ele precisa de suplementos vitamínicos, de cálcio ou ferro — esclarece.

Porém, a eficiência do tratamento, que é a esperança de vida nova para Moisés, é confirmada pelo cirurgião:

— Com a bariátrica, além de emagrecer, doenças como diabetes e hipertensão também desaparecem em 90% dos casos e o paciente tem uma grande melhora na qualidade de vida, na condição social, na autoestima e até na vida sexual.