I Simpósio de Cirurgia do Aparelho Digestivo – UNISC

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) sediou no dia 23 e 24 de setembro o  I Simpósio de Cirurgia do Aparelho Digestivo. O evento busca abrir espaço para discussões multidisciplinares. A primeira palestra foi “A arte da Cirurgia Bariátrica”, com Luiz Alberto de Carli.

Tivemos em média 200 participantes, entre cirurgiões, residentes e acadêmicos de medicina.

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Qual a diferença entre sobrepeso e obesidade?

Sabemos que o excesso de peso é algo maléfico para o nosso organismo, porém há diferenças entre pessoas com sobrepeso e diagnosticadas com obesidade.  

O termo sobrepeso é geralmente usado para indicar uma condição em que a pessoa pesa mais do que é considerado normal para aquela altura, idade e sexo.

Já o obeso se refere a excesso de gordura, uma condição corporal marcada pelo excesso de depósitos e armazenamento de gordura.

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Ou seja, apesar de uma pessoa com sobrepeso carregar excesso de peso, ela pode ter ou não acúmulo excessivo de gordura.

Estima-se que cerca de 1 bilhão de pessoas tenha sobrepeso no mundo, e mais de 300 milhões de pessoas são obesas no mundo.

O número em relação as crianças, é ainda mais assustador. Cerca de 5% dos 22 milhões de crianças acima do peso com menos de cinco anos são clinicamente obesas.

Uma forma de distinguir sobrepeso e obesidade é calcular o IMC (índice de massa corporal). Um adulto é considerado com “sobrepeso” quando está acima de seu peso saudável estipulado, que varia de acordo com a altura e sexo de uma pessoa.

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Um indivíduo tem sobrepeso quando seu IMC está entre 25 e 29,9, já um adulto com obesidade possui o de 30 ou mais.

Obesidade é excesso de gordura comparado a massa muscular magra, ou um peso que é 30% acima do peso ideal para uma altura específica. Uma pessoa está obesa quando a quantidade de tecido adiposo é alta.

Obesidade e câncer

Segundo um artigo de 2014 na revista de medicinaLancet, os cientistas da London School of Hygiene and Tropical Medicine afirmam que o país teria 12 mil casos de câncer a menos por ano se ninguém estivesse acima do peso.

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Os autores descobriram uma relação direta entre o aumento de peso – de 13 a 16 quilos em adultos – e o crescimento do risco de desenvolver seis tipos de câncer.

O câncer de útero foi o que teve o maior aumento de risco. Depois vieram vesícula, rim, colo do útero, tireoide e leucemia – que teve o menor aumento do risco.

Quase metade dos casos de câncer de mama é diagnosticado em mulheres obesas. Cerca de 42% dos casos de câncer de cólon são diagnosticados em indivíduos obesos. A obesidade relacionada ao câncer de mama e cólon gera um custo de U$ 1,84 bilhões de dólares por ano.

O câncer do colo do útero está primordialmente relacionado à infecção persistente por subtipos oncogênicos do vírus HPV (Papilomavírus Humano). Entretanto, além dos aspectos relacionados à infecção pelo HPV, fatores como genética, comportamento sexual, multiparidade, uso de contraceptivos e em destaque a obesidade, parecem contribuir com o aumento do risco da progressão para lesões precursoras ao câncer. Embora não haja mecanismo esclarecido, acredita-se que o excesso de gordura corporal pode aumentar o risco do câncer por meio da produção de hormônios e fatores de crescimento que estimulariam o desenvolvimentocirdesordenado das células.

Aproximadamente 19% de mortes por câncer em mulheres e 14% em homens são atribuíveis a complicações relacionadas à obesidade. É possível reconhecer também que há uma relação positiva entre diabetes tipo 2 e hiperinsulinemia com a incidência de câncer, em que ocorre o aumento da biodisponibilidade de hormônios esteróides e inflamação localizada.

Obesidade no Brasil e no RS

Segundo a Pesquisa Nacional da Saúde (PNS) de 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a obesidade acometia um em cada cinco brasileiros de 18 anos ou mais em 2013 (20,8%). O percentual era mais alto entre as mulheres (24,4% contra 16,8% dos homens). O Rio Grande do Sul está acima da média, com 23,6% da população nesta condição e também tem a maior proporção da população com sobrepeso: 63,3%.

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Em 2015, uma nova pesquisa alertou que 52,5% da população adulta está acima do peso e, dessa parcela, 17,9% estão obesos. A pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) divulgada no último ano pelo Ministério da Saúde apontou fatores que podem acarretar no surgimento de doenças crônicas e quais medidas podem ser tomadas para minimizar o problema. Dentre eles, o peso dos brasileiros é um dos pontos mais preocupantes pois está diretamente ligado ao surgimento de doenças como hipertensão, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares – principais causas de óbito no país.

A pesquisa constatou ao longo de sua duração (2006-2014) que a taxa de pessoas acima do peso cresceu quase 10%. A preocupação com este índice deve-se, sobretudo, ao impacto que uma população obesa traz à saúde pública. Os números também apontaram o perfil do sobrepeso: os homens são os que mais sofrem com o problema, a faixa etária mais atingida está entre 35 e 64 anos e quanto menor a escolaridade, maior o índice.

O aumento do peso dos brasileiros, assim como observado em todo o mundo, está relacionado principalmente aos hábitos da vida moderna: má alimentação, sedentarismo e falta de cuidados com a saúde. Obviamente outros fatores como a genética e problemas de saúde podem facilitar o quadro, porém boa parte dos acompanhados sequer estavam cientes do seu estado nutricional ou de saúde. Muitos participantes deste tipo de pesquisa não têm conhecimento do seu peso, dos seus os níveis de colesterol e, ocasionalmente, descobrem sofrer de diabetes.

Fontes:
http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2015/08/rio-grande-do-sul-tem-mais-habitantes-com-excesso-de-peso-4829930.html

http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2016/03/19/sobrepeso-e-obesidade-no-brasil-ja-atingem-mais-da-metade-da-populacao/
Confira mais informações sobre obesidade e o procedimento cirúrgico para tal no site do Dr. De Carli: obesidade.luizdecarli.com.br

História da Videolaparoscopia

A prática da cirurgia por videolaparoscopia está a mais de 25 anos no Brasil, ela surgiu no início do século XX, na Europa. Já a evolução e a introdução no Brasil se deu nos anos 80.

Cláudio Basbaum, ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz, foi um dos pioneiros ao trazer para o país esse método que mudou radicalmente os paradigmas da cirurgia tradicional, tornando-a menos traumática, minimizando as dores do pós-operatório e os riscos estéticos e possibilitando a alta hospitalar e o retorno às atividades mais rapidamente.

Antes disso, existia a laparoscopia como forma de diagnóstico, com o surgimento do vídeo um novo campo operatório beneficiou médicos e pacientes, por permitir movimentos precisos e delicados, não agredindo o organismo.

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Benefícios da técnica:

A cirurgia por videolaparoscopia é considerada minimamente invasiva pois é realizada através de pequenas incisões ou cortes. Propiciando um melhor resultado cosmético, com cicatrizes menores.

A segurança do procedimento é outro aspecto importante, pois a mesma é aliada a tecnologia, uma vez que são utilizados equipamentos altamente avançados, como câmeras de alta resolução, que aumentam em até 20 vezes a imagem da região a ser operada, e iluminação potente.

O tempo de internação é menor, assim como o seu pós-operatório que apresenta minimas dores e possui menor índice de infecção de ferida cirúrgica. Desta forma, o paciente retorna mais rápido as suas atividades de rotina.

Veja um pouco mais sobre a história da Videolaparoscopia no Brasil: 

 

A videolaparoscopia é a especialidade do Dr. De Carli, confira mais informações sobre dos procedimentos realizados por ele em: http://videocirurgia.luizdecarli.com.br/