Obesidade e câncer

Segundo um artigo de 2014 na revista de medicinaLancet, os cientistas da London School of Hygiene and Tropical Medicine afirmam que o país teria 12 mil casos de câncer a menos por ano se ninguém estivesse acima do peso.

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Os autores descobriram uma relação direta entre o aumento de peso – de 13 a 16 quilos em adultos – e o crescimento do risco de desenvolver seis tipos de câncer.

O câncer de útero foi o que teve o maior aumento de risco. Depois vieram vesícula, rim, colo do útero, tireoide e leucemia – que teve o menor aumento do risco.

Quase metade dos casos de câncer de mama é diagnosticado em mulheres obesas. Cerca de 42% dos casos de câncer de cólon são diagnosticados em indivíduos obesos. A obesidade relacionada ao câncer de mama e cólon gera um custo de U$ 1,84 bilhões de dólares por ano.

O câncer do colo do útero está primordialmente relacionado à infecção persistente por subtipos oncogênicos do vírus HPV (Papilomavírus Humano). Entretanto, além dos aspectos relacionados à infecção pelo HPV, fatores como genética, comportamento sexual, multiparidade, uso de contraceptivos e em destaque a obesidade, parecem contribuir com o aumento do risco da progressão para lesões precursoras ao câncer. Embora não haja mecanismo esclarecido, acredita-se que o excesso de gordura corporal pode aumentar o risco do câncer por meio da produção de hormônios e fatores de crescimento que estimulariam o desenvolvimentocirdesordenado das células.

Aproximadamente 19% de mortes por câncer em mulheres e 14% em homens são atribuíveis a complicações relacionadas à obesidade. É possível reconhecer também que há uma relação positiva entre diabetes tipo 2 e hiperinsulinemia com a incidência de câncer, em que ocorre o aumento da biodisponibilidade de hormônios esteróides e inflamação localizada.

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