Obesidade e os rins

A obesidade e o sedentarismo, como já sabemos, contribuem para diversos problemas no nosso organismo, desde os mais conhecidos como aumento das chances de infarto, até aqueles que muitas pessoas desconsideram, como os problemas crônicos renais.

A obesidade afeta os rins lentamente, com o declínio da taxa de filtração glomerular, ou seja, a capacidade dos rins de filtrar o sangue fica menor. Além disso, também contribui para que haja uma progressão das doenças renais crônicas já existentes, levando a pioras ou aceleração da doença.

Pessoas obesas tendem a ter pressão arterial elevada. Engana-se quem acha que apenas o coração é prejudicado por este problema.

Os rins controlam a pressão arterial de vários modos. Se a pressão aumenta, os rins aumentam a excreção de sal e água, o que reduz o volume sangüíneo e faz a pressão retornar ao normal. Por outro lado, se a pressão cai, os rins diminuem a excreção de sal e água e, conseqüentemente, o volume sangüíneo aumenta e a pressão retorna ao normal.

obesidade e rins

Os rins também podem elevar a pressão arterial secretando a enzima renina, a qual estimula a produção do hormônio angiotensina, o qual, por sua vez, desencadeia a liberação do hormônio aldosterona. Devido ao importante papel dos rins no controle da pressão arterial, muitas doenças e anomalias renais podem causar o aumento da pressão arterial. Por exemplo, o estreitamento da artéria que irriga um dos rins (estenose da artéria renal) pode causar hipertensão. Da mesma forma, inflamações renais de diversos tipos e a lesão renal uni ou bilateral também podem provocar aumento da pressão arterial.


Os grupos de pessoas com maior probabilidade de desenvolver o câncer de rim são tabagistas, obesos e idosos.

Para evitar complicações nos rins é preciso fazer mudanças nos hábitos de vida, como não fumar, praticar atividade física e combater a obesidade, controlando o peso corporal (índice de massa corpórea – IMC).


Fontes: http://obesidadebiobio.blogspot.com.br/, http://www.pfizer.com.br/ e  http://www.nefrologiabrasilia.com.br/

Videocirurgia: Adrenalectomia

Por que realizar?

O procedimento é feito quando há tumor na glândula suprarrenal, também chamada adrenal, que se localiza logo acima do rim bilateralmente. O tumor pode ser benigno ou maligno. O aumento benigno da supra-renal pode estar associado a alterações hormonais que provocam, entre outras modificações, o aumento da pressão arterial. A pressão arterial, portanto, é normalizada com a retirada da glândula.

A glândula suprarrenal não faz falta?

Sim. Ela produz uma série de hormônios que influenciam outros órgãos tais como a tireóide e os ovários. Porém, se houver a necessidade de remoção da glândula de um lado, a glândula do outro lado compensará e manterá o funcionamento normal do organismo.

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Indicação cirúrgica

É feita quando a glândula suprarenal apresenta um tumor. As alterações hormonais provocadas pelo tumor benigno desaparecem com sua retirada. Quando existe um aumento significativo da glândula, é necessária sua remoção para realização de exame anátomo-patológico, que definirá se é benigno ou maligno.

Marcação da cirurgia

Normalmente, a cirurgia é marcada para dia escolhido por cirurgião e paciente. São necessários exames laboratoriais e avaliação cardiológica pré-operatória para a realização da cirurgia com segurança.

Internação hospitalar

O paciente é internado uma horas antes da cirurgia, em jejum de, no mínimo, oito horas, inclusive sem água. O procedimento é realizado sob anestesia geral. A cirurgia varia de uma a duas horas, dependendo das condições locais. . Em 99% dos casos, pode ser realizada por videolaparoscopia. Em apenas 1% dos casos necessita a conversão (passagem da cirurgia de videolaparoscopia para a convencional – aberta).

Cirurgia

São feitas quatro incisões: uma de 1 cm na cicatriz umbilical(por onde é colocada a câmera que oferece ao cirurgião, pelo monitor, uma visão em HD – alta definição, com 20 vezes de aumento e iluminação potente), outra de 1 cm na altura da boca do estômago e outras duas de 5 mm logo abaixo das costelas (à direita ou à esquerda, dependendo da glândula que deve ser removida), por onde são colocadas pinças para soltar a adrenal que está próxima ao rim.

O abdômen é insuflado com gás carbônico para que o cirurgião possa enxergar dentro da cavidade abdominal. A glândula suprarenal é retirada pela cicatriz umbilical ou por um dos orifícios. Para ligadura de vasos (veias e artérias ) da glândula, é necessária a utilização de pequenos clipes metálicos de 3 mm cada um (são utilizados, em média, 4). Eles ficam na cavidade abdominal definitivamente, porém não causam danos ao organismo, já que são de titânio, material que não provoca reação de corpo estranho.

Ao final do procedimento, retira-se o gás carbônico.

 

Confira mais informações em: http://videocirurgia.luizdecarli.com.br/

Cirurgia da Obesidade: Quem deve operar?

O CFM – Conselho Federal de Medicina, órgão máximo representativo dos médicos no Brasil, estabeleceu, em maio de 2005, os seguintes critérios:

Pacientes entre 18 e 65 anos (excetuando-se casos muito bem avaliados) que tenham realizado tratamento clínico com especialistas (endócrino, psiquiatra, nutricionista, clínico ou outros) por no mínimo dois anos, sem sucesso, e apresentem os seguintes índices de IMC:

 

IMC = ou > 40 Kg/ m2

IMC = ou > 35 Kg/ m2 com comorbidade

E com as seguintes características:

  • Ausência de doença clinicamente severa
  • Ausência de psicopatologia grave
  • Não usuário de drogas ilícitas
  • Ausência de alcoolismo
  • Entendimento das explicações da cirurgia

Dada a variedade de itens, é importante que a avaliação seja feita por uma equipe multidisciplinar.


CI n. 04 – Publicada a Resolução CFM n. 2131 que altera o anexo da Resolução CFM nº 1.942/10, publicada no DOU de 12 de fevereiro de 2010, Seção 1, pág. 266

Foi publicada no DOU de 12/01, a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que altera o anexo da Resolução CFM nº 1.942/10, publicada no DOU de 12 de fevereiro de 2010, Seção 1, pág. 266

RESOLUÇÃO CFM N. 2.131, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2015

 Altera o anexo da Resolução CFM nº 1.942/10, publicada no DOU de 12 de fevereiro de 2010, Seção 1, pág. 266.

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, pelo Decreto nº 6.821, de 14 de abril de 2009, e pela Lei nº 12.842, de 10 de julho de 2013;

CONSIDERANDO que a obesidade é doença cada vez mais comum, cuja prevalência já atinge proporções epidêmicas.

Considerando que uma grande preocupação médica é o risco elevado de doenças associadas ao sobrepeso e à obesidade, tais como diabetes, doenças cardiovasculares (DCV) e alguns cânceres;

CONSIDERANDO que é importante o conhecimento das comorbidezes mais frequentes para permitir o diagnóstico precoce, a prevenção e o tratamento dessas condições, e para identificar os pacientes que possam se beneficiar com a perda de peso;

Considerando que isso permitirá a identificação precoce e a avaliação de risco, de forma que intervenções adequadas possam ser realizadas para reduzir a mortalidade associada;

CONSIDERANDO que o avanço do conhecimento científico já permite identificar a cirurgia bariátrica como forma eficaz de tratamento da obesidade mórbida a curto e longo prazos e que o conhecimento dos mecanismos de funcionamento das operações atualmente é mais claro;

CONSIDERANDO que o artigo 7º da Lei nº 12.842/2013 estabelece que compreende-se entre as competências do Conselho Federal de Medicina editar normas para definir o caráter experimental de procedimentos de medicina, autorizando e vedando a sua prática pelos médicos;

CONSIDERANDO a necessidade de atualização do Anexo da Resolução CFM nº 1.942/2010;

CONSIDERANDO, finalmente, o decidido na Sessão Plenária do Conselho Federal de Medicina realizada em 12 de novembro de 2015, resolve:

Art. 1º Alterar o Anexo da Resolução CFM nº 1.942/2010. Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação.

CARLOS VITAL TAVARES CORRÊA LIMA

Presidente do Conselho

HENRIQUE BATISTA E SILVA

Secretário-Geral

ANEXO

1. INDICAÇÕES GERAIS

Pacientes com índice de massa corpórea (IMC) acima de 35 kg/m2.

Pacientes com IMC maior que 35kg/m2 e portadores de comorbidezes (doenças agravadas pela obesidade e que melhoram quando a mesma é tratada de forma eficaz) que até ameacem a vida como: diabetes, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardiovasculares incluindo doença arterial coronariana, infarto do miocárdio (IM) angina, insuficiência cardíaca congestiva (ICC), acidente vascular cerebral, hipertensão e fibrilação atrial, cardiomiopatia dilatada, cor pulmonale e síndrome de hipoventilação, asma grave não controlada, osteoartroses, hérnias discais, refluxo gastroesofageno, com indicação cirúrgica, colecistopatia calculosa, pancreatites agudas de repetição, esteatose hepática, incontinência urnária de esforço da mulher, infertilidade masculina e feminina, disfunção erétil, síndrome dos ovários policísticos, veias varicosas e doença hemorroidária, hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebri), estigmatização social e depressão.

Idade: maiores de 18 anos.

Obesidade estabelecida conforme os critérios acima, com tratamento clínico prévio insatisfatório de, pelo menos, dois anos.