Dia Mundial da Saúde Digestiva e Dia do Gastroenterologista

É através da digestão que tudo o que comemos transforma-se em substâncias vitais para a manutenção de nosso corpo, por isso, ter um sistema digestivo saudável deve ser a sua prioridade.

É preciso dedicação e conhecimento para o Gastroenterologista orientar os passos de uma vida com mais qualidade, reconhecemos e homenageamos o trabalho deste especialista!

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Obesidade na gravidez

A gravidez em si já requer cuidados especiais, uma mulher obesa deve ter o dobro dos mesmos, pois, o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver complicações na gravidez, como hipertensão e diabetes na mãe, e também problemas de malformações no bebê, como defeitos cardíacos.

A obesidade na gravidez é um problema comum e perigoso. Cerca de 45% das mulheres obesas no mundo ganharam peso após a gravidez.

Embora, durante a gravidez não seja aconselhado fazer dietas de emagrecimento, é fundamental controlar a qualidade da alimentação e a ingestão de calorias para que o bebê tenha todos os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, sem que a gestante aumente muito o peso, sendo indicado que gestantes de baixo peso ganham em torno de 15 kg; as de peso adequado, entre 10 a 12 kg; e as com sobrepeso ou obesas, entre 6kg e 7kg.DR DE CARLI 02

É importante que além do cuidado durante a gestação, a mulher tenha uma rotina com hábitos saudáveis após o parto, pois além do peso do feto, a mulher perde cerca de um quilo de água e placenta, mas os quilos restantes que engordou permanecem. E em muitos casos de obesidade surgem a partir de tal.

Em alguns casos,  mulheres já obesas podem não engordar ou engordar muito pouco durante a gravidez, porque à medida que o bebê cresce e a gravidez avança, a mãe pode emagrecer fazendo uma alimentação mais saudável e, como o peso que o bebê ganha compensa o que a mãe perde, o peso na balança não se altera.

Uma vida saudável, com exercícios físicos incluídos na rotina e uma alimentação balanceada e nutritiva, é fundamental para a mãe e para o bebê, sendo importante também possuir sempre um acompanhamento médico, principalmente mulheres obesas ou que estão engordando descontroladamente durante a gestação.  

Síndrome de Mirizzi

A síndrome de Mirizzi é uma complicação da colelitíase, que leva à obstrução do ducto hepático comum, por causa de uma compressão ou inflamação de cálculos impactados dessa mesma estrutura.

Afeta igualmente ambos os sexos, aparecendo mais frequentemente em pessoas acima dos 40 anos. Recebe esse nome em homenagem ao médico argentino Pablo Luis Mirizzi, que observou alguns fatores que poderiam causar colestase extra-hepática em determinados grupos de pacientes portadores de colelitiase.

Os sintomas relacionados a essa síndrome podem não ser contínuos, dificultando o diagnóstico imediato, mas, dores abdominais, vômitos constantes e perda de peso repentina, podem ser possíveis sinais da síndrome.dr 19maio

O diagnóstico normalmente é feito por meio do quadro clínico apresentado pelo paciente, junto com exames de imagem, como uma tomografia computadorizada do abdômen.  

O tratamento é realizado através de cirurgia, na qual é feita a reconstrução dos ductos acometidos e a remoção dos cálculos biliares. A videocirurgia é constantemente usada nestes casos, requerendo  habilidade e cuidado na dissecção da via biliar.

O reconhecimento atrasado da síndrome de Mirizzi proporciona um alto risco de lesões do ducto biliar durante os procedimentos cirúrgicos, e devido a dificuldade do diagnóstico pré-operatório, os casos se tornam ainda mais complexos na mesa cirúrgica, sendo de extrema importância a análise de seus sintomas e a procura médica logo que os mesmos aparecerem.

Doença de Caroli

É uma doença rara e genética, geralmente diagnosticada antes dos 10 anos de idade que ocorre quando há uma dilatação dos dutos biliares dentro do fígado, que se dilatam e formam cistos (sacos).

Com a dilatação das vias biliares intra-hepáticas, há um acúmulo de bile e o seu fluxo fica prejudicado. Isso pode levar a formação de cálculos de bilirrubinato de cálcio no interior dos cistos, que podem permanecer lá ou se deslocar até um ponto onde obstruem o fluxo de bile e levam a infecção.

As infecções da bile e tendem a ser sérias, com sintomas sempre incluindo febre, dor local, inchaço do fígado, aumento dos leucócitos do sangue e amarelão. Podem evoluir para uma infecção generalizada, correndo risco de óbito se não forem tratadas.

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Uma grande preocupação é o surgimento de câncer de vias biliares, pois o risco de desenvolver esse tipo de câncer é 100 vezes maior em quem tem a Doença de Caroli do que nas demais pessoas.

O tratamento deve ser iniciado logo que o diagnóstico for confirmado, levando em conta, que um tratamento precoce das crises infecciosas é de grande importância. Se houver sinais de obstrução por cálculo, este precisa ser retirado através de cirurgias. Um modo de se prevenir o aparecimento desse cálculo é o uso contínuo de ácido ursodeoxicólico.

Se as dilatações forem  em uma pequena área do fígado, pode-se realizar cirurgia para retirada dessa área, sem grandes complicações, já o transplante de fígado é indicado se houver progressão para doença grave, com insuficiência hepática.

Hipertrofia Ventricular

É uma doença cardíaca, ocasionada pelo aumento do músculo do coração e a sobrecarga no mesmo. Essa patologia atinge mais aos obesos, pois o coração dessas pessoas precisa trabalhar mais do que deveria para sustentar seu peso e estrutura corporal.

O coração é um órgão composto basicamente por músculos, sendo responsável pelo bombeamento de sangue para todos os tecidos. O coração humano possui 4 câmaras, os ventrículo esquerdo e direito, e os átrios esquerdo e direito. Os ventrículos são as cavidades maiores e mais musculosas, sendo as mais importantes no bombeamento do sangue para o corpo.

O coração direito é responsável pelo retorno do sangue para os pulmões e coração esquerdo pelo bombeamento de sangue para os tecidos, quando falamos de Hipertrofia Ventricular esquerda estamos vendo a resposta de adaptação do coração a uma carga que ele não gostaria de estar carregando, o coração deve trabalhar tranquilamente, sob uma pressão arterial de 120/80mmHg e sem doenças o incomodando.

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A hipertrofia ventricular está relacionada a fatores como obesidade, diabetes, consumo de álcool e fumo, estresse, exercício excessivo ou falta dele, estes factores causam um aumento da pulsação sanguínea, como o resultado de que os músculos do coração engrossam.

O tratamento da hipertrofia ventricular tem como principal objetivo a normalização do miocárdio. Após a descoberta da natureza e as características da hipertrofia, o especialista inclui exames de sangue, verificações regulares da pressão arterial, ecocardiograma, eletrocardiograma e ultra-som.

Com base nos exames propostos,o cardiologista faz conclusões sobre o paciente de quaisquer doenças concomitantes e maneiras de combatê-las. E só então, seleciona um método de tratamento de hipertrofia ventricular.

Na maioria dos casos, a primeira indicação é deixar a sua vida mais saudável, com uma alimentação  nutritiva e a prática de exercícios moderados, como nadar, caminhar, e exercícios aeróbicos em geral.