Gastrectomia

Gastrectomia – Cirurgia de Retirada Parcial ou Total do Estômago

Por que realizar?

A cirurgia deve ser realizada quando houver tumor benigno ou maligno no estômago. Nesse caso, é necessária a retirada do segmento envolvido com o tumor, o qual obstrui a passagem do alimento desde a boca até o duodeno (primeira parte do intestino delgado ou intestino fino). O tumor pode causar dificuldades ao paciente para engolir, inicialmente, alimentos sólidos e, com o tempo, alimentos pastosos até chegar à obstrução total de qualquer líquido até mesmo água. Esta retirada pode ser parcial ou total, dependendo do local atingido. Também pode ocorrer sangramento a partir do tumor, o que poderá provocar anemia em função do sangramento pelas fezes ou pela boca. Se isto ocorrer, é necessária internação hospitalar de urgência para transfusão sanguínea e cirurgia de urgência.

  1. Gastrectomia Total:
  2. O estômago é o órgão responsável pela passagem de alimentos e pela digestão. Quando comprometido pela presença de um tumor, é necessária a substituição do estômago por outro órgão capaz de realizar tais funções gástricas. Geralmente, quando se retira totalmente o estômago, o intestino delgado é aproximado ao esôfago com suturas (anastomose). A retirada e substituição do estômago por outro órgão implica uma cirurgia de grande porte, demorada e complexa.
  3. Gastrectomia Parcial:
  4. É a retirada parcial do estômago para remoção de um tumor que pode ser benigno ou maligno e que não esteja comprometendo todo o órgão. A reconstrução é feita aproximando o estômago restante com o duodeno, através de suturas (anastomose).

Quando é realizada por videolaparoscopia, com menos cortes e menos dor no pós-operatório, a cirurgia proporciona uma recuperação mais rápida.

O estômago não faz falta?

O estômago é um órgão de passagem e absorção de alimentos. Precisa ser substituído pelo intestino delgado, que permitirá a passagem dos alimentos à digestão. Após a cirurgia de reconstituição do trânsito alimentar, o paciente volta a se alimentar normalmente, ingerindo qualquer tipo de alimento, porém em pequenas e frequentes porções. Com o passar do tempo (semanas e meses), o paciente volta a se alimentar com volumes maiores.

Anatomia do estômago

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Doenças associadas à obesidade

Cirurgia da Obesidade Mórbida
O paciente com obesidade mórbida tem indicação cirúrgica de acordo com a Conferência de Consenso de 1991, quando ficou estabelecida indicação cirúrgica para pacientes com IMC de 40 ou mais, e pacientes com índices maiores que 35 com comorbidades.
O índice de massa corporal de um paciente é calculado dividindo o seu peso pelo quadrado de sua altura em metros. Um IMC normal fica entre 18 e 25. Uma pessoa com IMC maior que 25 é considerada com sobrepeso. Com IMC de 30, a pessoa é considerada obesa. A National Hearth, Lung and Blood Institute of the National Institute of Health considera um IMC de 40, ou mais, equivalente à obesidade extrema – também conhecida como obesidade mórbida ou obesidade clinicamente grave.
Os indivíduos obesos apresentam risco aumentado para várias doenças, incluindo hipertensão, doenças cardíacas e diabetes. O risco destas doenças é tanto maior quanto maior for o grau de obesidade. O número anual de mortes na América do Norte atribuídas à obesidade está entre 280.000 e 325.000. O paciente obeso mórbido apresenta um risco de morte aumentado para duas a três vezes.

Diabetes Mellitus Tipo II
A obesidade grave aumenta, consideravelmente, o risco de contração deste tipo de diabetes. Mais de 80% dos casos de diabéticos não insulino dependentes podem ser atribuídos à obesidade. Muitos dos U$ 32,4 bilhões despendidos cada ano para o diagnóstico, tratamento e manejo da diabete, incluindo tratamento para cetoacidose diabética, coma diabético, retinopatia diabética e nefropatia diabética podem ser creditados na conta da obesidade. Mas a causa da doença pode ser a causa da cura: este tipo de diabete pode ser revertido com a perda de peso. Em um estudo Sueco sobre a obesidade, levantou-se que 69% dos diabéticos submetidos à Cirurgia de Bypass Gástrico foram curados da sua diabete.

Problemas Ortopédicos
O paciente obeso mórbido sofre com dores nos quadris, pés e costas, dores que se intensificam com o ganho de peso. A dor articular é muito comum nos pacientes obesos: o trauma nas articulações, provenientes do excesso de peso, são sentidos, especialmente, nos joelhos e quadris. O custo do tratamento desses problemas é elevado; apenas os gastos com a osteoartrite chegaram a U$ 4,3 bilhões nos EUA em um ano.

Problemas Pulmonares
A apneia do sono é causada pelo excesso de gordura ao redor das vias aéreas, traduzindo-se no bloqueio da respiração à noite. Não apenas o sono é ruim: os pacientes sofrem também com sonolência diária, distúrbio da memória e concentração. A sonolência, nos casos graves, apresenta incômodos e riscos adicionais, como o sono excessivo durante o trabalho ou na condução de um veículo. A apneia do sono também provoca uma alta pressão do sangue na circulação pulmonar, resultando, frequentemente, em sobrecarga cardíaca. Em tais pacientes, o risco de ataque cardíaco aumenta.

Doenças Cardíacas
A obesidade é reconhecida como um dos maiores fatores de risco a problemas cardíacos. Tanto que cerca de U$ 7 bilhões são gastos, anualmente, em tratamentos de problemas cardíacos cuja origem é, justamente, o excesso de peso. Mulheres com IMC maior do que 29 têm um risco de desenvolvimento de doença coronariana três vezes maior que o normal. Perto de 70% dos casos diagnosticados de doença cardiovascular são causados por obesidade.
A obesidade aumenta os níveis de colesterol e triglicerídeos, pressão arterial, e pode induzir à diabetes. Com a perda de peso, as pessoas obesas podem reverter suas anormalidades cardíacas, reduzindo o risco de doenças, infartos do miocárdio e morte súbita.

Hipertensão
O custo anual da obesidade relacionada à hipertensão é estimado em U$ 3,2 bilhões. Alguns estudos apontam que 75% da alta pressão sanguínea são causados pela obesidade. A hipertensão em pacientes obesos causa espessamento da parede ventricular, resultando em maior probabilidade de falha cardíaca. Tais problemas podem ser revertidos com a adequada perda de peso. Para cada ponto (mmHg) diminuído da pressão diastólica, estima-se que o risco de infarto do miocárdio decresça de 2 a 3%.

Câncer de Mama e Colón
Quase metade dos casos de câncer de mama é diagnosticado em mulheres obesas. Cerca de 42% dos casos de câncer de cólon são diagnosticados em indivíduos obesos. A obesidade relacionada ao câncer de mama e cólon gera um custo de U$ 1,84 bilhões de dólares por ano.

Depressão
A depressão é frequente em indivíduos com obesidade mórbida, os quais veem prejudicadas suas atividades sociais e interações sexuais. É por isso que o sucesso no tratamento da obesidade costuma vir acompanhado da superação da depressão, e das concomitantes melhorias no bem-estar e na autoestima do paciente.

Custos Indiretos
Além dos elevados custos devidos aos problemas de saúde listados acima, os americanos gastam, em média, um adicional de U$ 33 bilhões anuais em programas, serviços e produtos, como os alimentos dietéticos, para a redução de peso. Muitos são ineficazes e, em alguns dos casos, ilusórios: enquanto o paciente tem a impressão de que faz algo por sua saúde, seu peso pode, até mesmo, aumentar e novos problemas podem se somar aos antigos.

Conclusão
Com o Bypass Gástrico Laparoscópico, o paciente obeso mórbido pode esperar uma perda entre 50% e 75% do excesso de seu peso. O peso perdido se transforma em ganhos à saúde. Por isso que se decidir, no presente, pela cirurgia de perda de peso é escolher um futuro livre dos problemas médicos e custos ligados ao tratamento da obesidade.

Ooforectomia

Ooforectomia é a retirada parcial ou total de ovário. A cirurgia é feita quando há presença de lesão sólida ou cisto (área líquida envolta por uma área encapsulada) em um dos ovários.

Quando existe lesão sólida no ovário, existe a necessidade de identificação da origem da lesão. Exames como Ecografía Abdominal Total e Pélvica Transvaginal, Ecografía com Dopller a cores, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética podem informar, detalhadamente, as características e origem da lesão e determinar a indicação cirúrgica.

Quando existe lesão cística, há indicação cirúrgica se o tamanho da lesão ultrapassar 5cm. Considerando a possibilidade de ruptura espontânea, sangramento e torção do cisto, há a necessidade da realização de cirurgia com urgência.

O ovário não faz falta?

Sim, faz falta. Ele é responsável por vários hormônios femininos e pela produção de óvulos que determinam a fertilidade da mulher.

Quando é retirado somente um ovário, o outro complementa, produzindo os hormônios que a mulher necessita e permitindo a fertilidade da mesma forma, podendo engravidar normalmente.

Quando existe a retirada bilateral dos ovários a mulher entra em menopausa (devendo receber hormônios orientada pelo seu ginecologista) e fica impossibilitada de gerar filhos.