Cirurgia da Obesidade – Dieta no pré e pós-operatório

Objetivos e Características da Dieta no Pré e Pós-Operatório

O objetivo da dieta no pré-operatório é preparar o trato-gastrointestinal para o procedimento bariátrico. Após o procedimento, a dieta visa a preservar a nova estrutura, além de prevenir carências nutricionais graves, já que a chegada dos nutrientes ao jejuno proximal ocorre, agora, sem o preparo fisiológico, e a ingestão alimentar fica limitada mecânica e funcionalmente. Assim, os alimentos devem chegar ao novo estômago em pequenas quantidades (30 ml iniciais de hora em hora, aumentando gradativamente), de forma lenta, em consistência líquida e sem resíduos.

A 1ª fase pós-cirurgia é realizada no hospital. A introdução de líquidos claros ocorre a partir do 3º ou 4º dia PO. A liberação da dieta fase 1 será feita pelo médico cirurgião ou clínico a partir do estado do paciente e da presença de ruídos hidroaéreos.

A dieta fase 2 inicia quando o paciente chega em casa. A nutricionista prescreve-a na última consulta pré-cirurgia, e reforça as orientações nas visitas do paciente ao hospital. A dieta líquida completa é hipocalórica, hipolipídica, fracionada em seis vezes ao dia, com hidratação nos intervalos, e volume de 100ml por refeição. O VET é de cerca de 650 kcal/dia, com uso de suplemento alimentar.

Na fase 3, a dieta é hipocalórica, hipolipídica, liquidificada com volume de 150 ml e valor calórico aproximado de 1100 kcal/dia, mantendo fracionamento, uso de suplemento alimentar e hidratação nos intervalos das refeições.

A fase 4 corresponde a uma dieta pastosa, hipocalórica e hipolipídica com volume de 200g por refeição, VET aproximado de 1200kcal/dia e hidratação nos intervalos.

Na fase 5, a dieta prescrita é branda, com volume de 200g a 250g e VET de 1400 kcal/dia.

Na fase 6, é orientada uma dieta normal, em que o objetivo é promover a reeducação alimentar do paciente. Hábitos alimentares mais saudáveis e um novo estilo de vida, que inclui a prática regular de atividade física, manterão o peso em nível adequado e saudável.

Em todas as fases, o aumento de volume e a introdução de novos alimentos na dieta dependerão da evolução do paciente. Após a fase 6, é importante que o acompanhamento nutricional seja realizado por pelo menos dois anos após a cirurgia.

Dicas de Dieta

  • Faça todas as refeições prescritas pela Nutricionista. O fracionamento das refeições evita carências nutricionais e garante um emagrecimento adequado.
  • Escolha alimentos frescos e da estação, desta forma você garantirá uma refeição segura e variada.
  • Higienize bem as frutas e vegetais antes de utiliza-las.
  • A evolução da dieta deverá ser feita pelo nutricionista a cada mudança de fase, desta forma, mantenha o acompanhamento nutricional.
  • O copo medidor é um utensílio muito importante nesta fase, tenha-o sempre por perto;
  • Lembre-se, a hidratação nos intervalos das refeições é muito importante, desta forma ingira água, ou suco de limão sem açúcar ou chá 30 minutos antes ou após as refeições.
  • Sua capacidade gástrica atual é menor, desta forma respeito o volume prescrito.

Sugestão de Cardápio

Desjejum

Batida de banana: Leite desnatado 80ml + 1 colher de sobremesa de banana + 1 colher de sopa de suplemento nutricional

Lanche da Manhã

Suco de mamão: 50ml de água + 50g de mamão

Almoço

Sopa de moranga Cabotiá: Moranga + alho e cebola picados + 1 colher de sopa frango desfiado + água + sal a gosto + 1 colher sobremesa de óleo de canola (cozinhar e liquidificar todos os ingredientes). Servir a porção prescrita pela nutricionista.

Lanche da Tarde

Leite morno: Leite desnatado 100ml morno + 1 colher de sopa de suplemento nutricional Jantar

Sopa de espinafre: Espinafre só a folha + cebola + tempero verde + batata + 1 colher de sopa de fígado de boi + sal a gosto + água + 1 colher sobremesa de azeite de oliva (cozinhar e liquidificar todos os ingredientes). Servir a porção prescrita pela nutricionista.

Ceia

Iogurte líquido sem açúcar.

Conheça o procedimento de Adrenalectomia

Adrenalectomia – Retirada da Glândula Suprarrenal

Por que realizar?

O procedimento é feito quando há tumor na glândula suprarrenal, também chamada adrenal, que se localiza logo acima do rim bilateralmente. O tumor pode ser benigno ou maligno. O aumento benigno da supra-renal pode estar associado a alterações hormonais que provocam, entre outras modificações, o aumento da pressão arterial. A pressão arterial, portanto, é normalizada com a retirada da glândula.

A glândula suprarrenal não faz falta?

Sim. Ela produz uma série de hormônios que influenciam outros órgãos tais como a tireoide e os ovários. Porém, se houver a necessidade de remoção da glândula de um lado, a glândula do outro lado compensará e manterá o funcionamento normal do organismo.

Indicação cirúrgica

É feita quando a glândula suprarenal apresenta um tumor. As alterações hormonais provocadas pelo tumor benigno desaparecem com sua retirada. Quando existe um aumento significativo da glândula, é necessária sua remoção para realização de exame anátomo-patológico, que definirá se é benigno ou maligno.

Marcação da cirurgia

Normalmente, a cirurgia é marcada para dia escolhido por cirurgião e paciente. São necessários exames laboratoriais e avaliação cardiológica pré-operatória para a realização da cirurgia com segurança.

Internação hospitalar

O paciente é internado uma horas antes da cirurgia, em jejum de, no mínimo, oito horas, inclusive sem água. O procedimento é realizado sob anestesia geral. A cirurgia varia de uma a duas horas, dependendo das condições locais. . Em 99% dos casos, pode ser realizada por videolaparoscopia. Em apenas 1% dos casos necessita a conversão (passagem da cirurgia de videolaparoscopia para a convencional – aberta).

Cirurgia

São feitas quatro incisões: uma de 1 cm na cicatriz umbilical(por onde é colocada a câmera que oferece ao cirurgião, pelo monitor, uma visão em HD – alta definição, com 20 vezes de aumento e iluminação potente), outra de 1 cm na altura da boca do estômago e outras duas de 5 mm logo abaixo das costelas (à direita ou à esquerda, dependendo da glândula que deve ser removida), por onde são colocadas pinças para soltar a adrenal que está próxima ao rim.

O abdômen é insuflado com gás carbônico para que o cirurgião possa enxergar dentro da cavidade abdominal. A glândula suprarenal é retirada pela cicatriz umbilical ou por um dos orifícios. Para ligadura de vasos (veias e artérias ) da glândula, é necessária a utilização de pequenos clipes metálicos de 3 mm cada um (são utilizados, em média, 4). Eles ficam na cavidade abdominal definitivamente, porém não causam danos ao organismo, já que são de titânio, material que não provoca reação de corpo estranho.

Ao final do procedimento, retira-se o gás carbônico

Conheça os tipos de Cirurgia da Obesidade

Quais são os tipos de Cirurgia da Obesidade?

As cirurgias se dividem em:

  • Restritivas
  • Mistas
  • Disabsortivas

Restritivas

São aquelas que restringem a alimentação através da diminuição do tamanho e do volume do estômago. Como resultado, a pessoa passa a se alimentar em moderadas quantidades, emagrecendo sem sentir fome.

  • “Sleeve Gastrectomy” ou Gastrectomia Vertical

A Sleeve Gastrectomy é uma nova técnica cirúrgica desenvolvida pelo Dr. Michel Gagner, cirurgião canadense radicado em Nova Iorque. Gagner, considerado o maior cirurgião laparoscópico do mundo, realizou mais de 4000 cirurgias laparoscópicas para obesidade mórbida e apresentou conferências sobre o tema ao redor do mundo.

Também conhecida por vários outros nomes com a mesma técnica: Cirurgia de Redução Gástrica e Gastroplastia.

É realizada uma secção longitudinal do estômago , com a retirada de grande parte do estômago reduzindo significativamente o volume do mesmo.

É uma cirurgia que está crescendo muito em frequência no mundo pelos resultados de perda de peso que são muito próximos ao ByPass Gástrico sem as desvantagens de perda de vitaminas , ferro, ferritina e outros, porque não há um desvio do intestino delgado.

Vantagens:

O paciente, obedecendo às orientações da equipe multidisciplinar, se alimenta com variedade: pode comer de tudo, mas em pequenos volumes. Com a vantagem de não ter fome porque o estômago está diminuído.Não ocorrem perdas consideráveis de cálcio, ferro, vitaminas e outras; afinal, tudo o que ele come é absorvido.

Desvantagem:

Dificuldade, em alguns casos, com a aceitação da carne de gado – que parece mais difícil de ingerir, provocando, no paciente, a sensação de plenitude gástrica. Isso, porém, não impede a ingestão desse tipo de alimento.

Resultados:

Muito efetiva.Redução entre 80% e 100% do excesso de peso ao longo de um ano, desde que se tenha acompanhamento da equipe multidisciplinar.

Complicações:

    • Estreitamento do tubo gástrico, que pode ocorrer em torno de 5% dos casos. Isso não demanda nova cirurgia, porque é realizada a dilatação por endoscopia em uma ou algumas sessões.
    • 1% de mortalidade, isto é, de cada 100 pacientes operados, um pode morrer em decorrência da cirurgia, sendo as principais causas:
      • Embolia pulmonar. É o deslocamento de um coágulo formado nos membros inferiores, porque o obeso tem maior dificuldade de circulação nas pernas. A prevenção é realizada com o uso de anticoagulante no dia anterior à cirurgia e de meias elásticas nos membros inferiores no dia da cirurgia. Também podem ser usadas botas especiais para bombear o sangue durante a cirurgia.
      • Deiscência (abertura) das suturas realizadas no estômago, ocorrendo um vazamento do líquido gástrico para dentro da cavidade, o que ocasiona peritonite, infecção e possibilidade de reintervenção cirúrgica.

Mistas

São aquelas que restringem a alimentação através da diminuição do tamanho do estômago, associando um desvio de alimento em torno de um metro do trânsito intestinal, o que diminui a absorção. A pessoa se alimenta com volumes muito pequenos, emagrece significativamente e não sente fome.

  • Cirurgia de Capela (Redução de Estômago)

Também conhecida por vários outros nomes com a mesma técnica: Cirurgia de Redução Gástrica, Gastroplastia, Cirurgia de Fobbi-Capela, Bypass Gástrico, Cirurgia de Wittgrove ou Clark.

É a cirurgia mais praticada no mundo (cerca de 90% do total das cirurgias bariátricas). São usadas várias terminologias para designá-la: Cirurgia de Redução Gástrica, Gastroplastia, Cirurgia de Capela, Cirurgia de Fobbi-Capela, Bypass Gástrico, Cirurgia de Wittgrove ou Clark.

Vantagens:

O paciente, obedecendo às orientações da equipe multidisciplinar, se alimenta com variedade: pode comer de tudo, mas em pequenos volumes. Com a vantagem de não ter fome porque o estômago está diminuído.Não ocorrem perdas consideráveis de cálcio, ferro, vitaminas e outras; afinal, tudo o que ele come é absorvido.

Desvantagem:

Dificuldade, em alguns casos, com a aceitação da carne de gado – que parece mais difícil de ingerir, provocando, no paciente, a sensação de plenitude gástrica. Isso, porém, não impede a ingestão desse tipo de alimento.

Resultados:

Muito efetiva.Redução entre 80% e 100% do excesso de peso ao longo de um ano, desde que se tenha acompanhamento da equipe multidisciplinar.

Complicações:

Estreitamento da anastomose gastro-entero (passagem do estômago para o intestino), que pode ocorrer em torno de 5% dos casos. Isso não demanda nova cirurgia, porque é realizada a dilatação por endoscopia em uma ou algumas sessões.

  • 1% de mortalidade, isto é, de cada 100 pacientes operados, um pode morrer em decorrência da cirurgia, sendo as principais causas:
    • Embolia pulmonar. É o deslocamento de um coágulo formado nos membros inferiores, porque o obeso tem maior dificuldade de circulação nas pernas. A prevenção é realizada com o uso de anticoagulante no dia anterior à cirurgia e de meias elásticas nos membros inferiores no dia da cirurgia. Também podem ser usadas botas especiais para bombear o sangue durante a cirurgia.
    • Deiscência (abertura) das suturas realizadas no estômago e intestino, ocorrendo um vazamento do líquido gástrico para dentro da cavidade, o que ocasiona peritonite, infecção e possibilidade de reintervenção cirúrgica.
  • Banda Gástrica

É colocada uma fita de silicone em volta da porção mais alta do estômago, de modo que se reduza o volume de alimentos que passa, gradualmente, para o restante do órgão. Existe a possibilidade de ajuste da fita através de um mecanismo de instilação de soro fisiológico colocado no subcutâneo do paciente, para que, assim, se diminua ou aumente a passagem do alimento.

Vantagens:

O procedimento é rápido. Pode ser realizado por videolaparoscopia e com pouco tempo de internação hospitalar (geralmente 24 horas). A banda gástrica pode ser retirada quando o paciente quiser.

Complicações:

Migração da banda gástrica para cima, para baixo ou para dentro do estômago, perdendo a função (o paciente não emagrece mais) e demandando sua retirada.

Resultados:

Relativa perda de peso.

  • Cirurgia de Mason

Cirurgia de Mason ou Gastroplastia Vertical Bandada: é a diminuição do estômago utilizando somente a secção do órgão ao nível de sua porção mais alta. Forma-se uma pequena câmara gástrica e coloca-se um anel de contenção em volta do estômago, reduzindo assim o volume de alimento ingerido.

Resultados:

Relativa perda de peso.

Complicações:

Comunicação (fistulização) entre as partes do estômago, perdendo a efetividade da cirurgia.

Disabsortivas

São aquelas cirurgias com um desvio considerável no trânsito alimentar, permitindo ao paciente comer grandes volumes e, mesmo assim, emagrecer. A razão disso é a má absorção do alimento, que passa por um segmento menor de intestino delgado. Muito usada para os pacientes chamados superobesos (IMC maior do que 50).

  • Cirurgia de Scopinaro

Diminuição do volume gástrico, permitindo, no entanto, a ingestão de grandes volumes de alimento. É associada a um desvio do intestino delgado.

Vantagens:

Cirurgia para quem quer comer grandes volumes sem maiores restrições.

Desvantagem:

Pode ocorrer diarréia frequente e odor bastante fétido nas fezes e gases intestinais. Perda de componentes essenciais ao organismo ao longo do tempo, o que exige controles laboratoriais periódicos para aferição e reposição desses elementos. Demanda uma alimentação rica em proteínas. Perda de peso exagerada.

Complicações:

As mesmas descritas na Cirurgia de Capela.

Resultados:

Perda significativa de peso ao longo de um ou dois anos.

  • Cirurgia de Switch Duodenal

É um aprimoramento da cirurgia de Scopinaro: utiliza o mesmo procedimento de Scopinaro, porém desvia pelo duodeno para que os alimentos passem do estômago ao intestino mais lentamente, causando menos disabsorção.

Vantagens:

Cirurgia para quem quer comer grandes volumes sem maiores restrições. Menor risco de diarréia frequente e odor nas fezes.

Desvantagens:

As mesmas descritas na Cirurgia de Scopinaro.

Complicações:

As mesmas descritas na Cirurgia de Capela.

Resultados:

Perda significativa de peso ao longo de um ou dois anos.

  • Cirurgia de Payne ou Bypass Jejunoileal

Diminuição da absorção dos alimentos pelo desvio do intestino delgado, deixando um segmento muito pequeno de absorção dos alimentos. Com isso, o paciente tem déficit de vitaminas, cálcio, ferro e outros, podendo emagrecer exageradamente. É uma cirurgia proscrita pelo Conselho Federal de Medicina porque traz sérios riscos ao paciente ao longo do tempo.

Todas estas cirurgias devem ser discutidas com o cirurgião e a equipe multidisciplinar, para que se escolha a que melhor se adapta ao paciente. O paciente, por sua vez, deve estar a par de tudo o que vai acontecer no pós-operatório e de todos os riscos e complicações do procedimento. Ele deve entender que a cirurgia é um instrumento para ajudá-lo a perder peso, e isso envolve a aceitação de mudanças de hábitos alimentares (não comer doces, por exemplo), além da orientação e acompanhamento da equipe multidisciplinar.

Todas as informações e indicações acima apresentadas são meramente didáticas, resumidas e estão sujeitas a reavaliação pela equipe multidisciplinar e podem ser ajustadas de acordo com cada caso.

Cirurgia Robótica

O Hospital Moinhos de Vento contará com cirurgia robótica a partir da primeira quinzena de janeiro/2018.  A iniciativa faz parte do planejamento estratégico, que ao longo de cinco anos investirá em projetos com foco na comprovação da excelência, medição dos desfechos clínicos e inovação. Esta é uma excelente notícia, não apenas para o Hospital Moinhos de Vento, mas para os benefícios à saúde do estado do Rio Grande do Sul.

A cirurgia robótica é a realização de procedimentos cirúrgicos com o auxílio do sistema cirúrgico da Vinci. O sistema é constituído por três componentes principais: um console ergonômico do cirurgião, um totem de quatro braços cirúrgicos interativos junto ao paciente e uma torre de vídeo de alta definição com 24 polegadas.

O cirurgião manipula, com seus dedos, controles que transferem remotamente todos os comandos às pinças, filtrando pequenos tremores ou movimentos muito bruscos. A visão se dá a partir de dois sistemas ópticos de alta qualidade que proporcionam uma visão em três dimensões com imagem em altíssima definição. Os detalhes dos tecidos podem ser ampliados com aumento digital, sem perder a definição. A imagem fica ampliada sem a perda de espaço de trabalho para o cirurgião e mantendo a compreensão da anatomia.

André Berger, urologista e professor da Universidade do Sul da Califórnia, em entrevista ao Setor Saúde, no lançamento oficial da cirurgia robótica do Hospital Moinhos de Vento, explica os benefícios do procedimento.

Confira a cobertura completa do evento de lançamento na página do Setor Saúde: https://setorsaude.com.br/hospital-moinhos-de-vento-lanca-cirurgia-robotica-na-instituicao/

Conheça mais sobre o da Vinci Si HD Surgical System, neste vídeo de sua divulgação, mostrando detalhadamente sua funções e mecanismo.