O que causa a obesidade e as doenças causadas por ela

A obesidade é uma epidemia que está se espalhando rapidamente em todo o mundo e através de diferentes grupos demográficos. Como exemplo, no México, as taxas de obesidade, tanto na infância quanto nos adultos, são próximas às dos Estados Unidos. Neste país é onde ocorre o maior consumo de bebidas açucaradas na América.

 

Infelizmente, tornar-se obeso leva a muitos problemas de saúde que podem variar de doenças crônicas ao longo da vida a doenças graves que podem levar à morte. A obesidade é um inimigo temível, e é recomendável que você tome nota das doenças às quais a obesidade pode levar, mesmo que você se sinta saudável. Algumas doenças relacionadas à obesidade são realmente evitáveis através de perda ou manutenção do peso.

 

Fatores que causam sobrepeso/obesidade

– Genética

– Comidas processadas, consumo de açúcar e bebidas açucaradas

– Problemas socioculturais

  1. Sedentarismo
  2. Mudanças no padrão do sono

– Causas psicológicas

– Fatores endócrinos

– Obesidade induzida por medicamentos

 

Quais doenças podem causar obesidade?

 

Doenças do coração

Uma declaração da American Heart Association sugere que a obesidade é um problema que se estende a todos e está associado a várias formas de doenças cardíacas. Apenas recentemente os médicos concluíram que a doença coronariana é um resultado direto da obesidade.

Diabetes tipo 2

De acordo com a Obesity Society, se o seu corpo contiver excesso de gordura corporal, você pode estar sob alto risco de desenvolver diabetes tipo 2. Você pode não conseguir controlar os níveis de açúcar no sangue adequadamente, o que pode levar a problemas urinários. doença que, por sua vez, causa muitas outras condições de saúde.

Curso Cerebralcular (Doença Cerebrovascular)
A hipertensão arterial é a principal causa de acidente vascular cerebral, e a obesidade aumenta drasticamente o risco de ambas as condições (pressão alta e derrame). Na verdade, a Heart & Stroke Foundation do Canadá sugere que o ganho de peso na adolescência de uma pessoa pode levar a um aumento do risco de doença cardíaca e derrame no futuro.

Câncer de vários tipos
A obesidade está associada a uma longa lista de cânceres. O Instituto Nacional do Câncer sugere que a obesidade pode levar ao desenvolvimento de câncer de esôfago, câncer de mama e câncer de cólon e reto, bem como vários outros tipos.



Pressão Alta (Hipertensão)
A hipertensão arterial é tão prevalente hoje em dia que muitas pessoas não percebem a seriedade de ser uma das doenças mais comuns relacionadas à obesidade. Anos de pressão alta podem levar a um aneurisma cerebral ou abdominal, além de danos irreparáveis nas artérias, insuficiência renal, insuficiência cardíaca e até danos cerebrais.

Alimentação no inverno: por que comemos mais?

No inverno nosso corpo gasta mais energia para manter a temperatura estável e, para compensar essa perda energética, precisamos consumir mais calorias

Além disso, nesta época acontece uma diminuição na produção de serotonina, um neurotransmissor que promove a sensação de bem-estar. É o que explica Mauro Scharf, diretor médico e endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart. “Para suprir esta sensação de tristeza e desânimo, a maioria acaba compensando com os alimentos”, reflete.

Um estudo realizado em Campinas (SP), que acompanhou 227 mil indivíduos entre 2008 e 2010 verificou que os níveis de colesterol “ruim” (LDL) aumentavam significativamente no inverno e diminuíam no verão. Entre as possíveis explicações para esse fato estão que, no inverno, ocorre:

 

  1. A mudança dos hábitos alimentares, com um aumento do consumo de alimentos gordurosos que podem elevar o colesterol “ruim”;
  1. A diminuição da prática de atividade física, já que no frio as pessoas tendem a se exercitar menos;
  1. A diminuição da exposição ao sol, que diminui os níveis de Vitamina D, podendo afetar indiretamente os níveis de colesterol.

Todos esses comportamentos acabam se enquadrando como fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes.

 

Para evitar esses problemas relacionados à chegada do inverno devemos tomar alguns cuidados especiais. Várias estratégias podem ser utilizadas para se sair bem na estação mais fria do ano.


–  Não perca o hábito de comer legumes e verduras, se a salada fria não é uma opção, você pode tomar na sopas.

– Se for optar por uma bebida quente, escolha chás e tente evitar o consumo excessivo de chocolate quente.

 

– Para prolongam a sensação de saciedade uma boa opção são as bebidas à base de colágeno.

 

– Não deixe que o frio te intimide, mesmo que difícil, continue sua rotina de exercícios.

– Reduza o consumo de derivados do leite, como creme de leite, queijos amarelos e manteiga.

 

–  Cuide da hidratação. Muitas pessoas no frio acabam deixando de beber água.

Herniorrafia Hiatal – – Correção de Hérnia de Hiato e Refluxo Gastro-Esofágico

Hérnia de hiato é a passagem do estômago para dentro do tórax através do hiato diafragmático, uma membrana muscular que divide o tórax do abdômen e possui um orifício pequeno por onde passa o esôfago. Quando este orifício está mais alargado do que o habitual, o que significa uma alteração anatômica, parte ou grande parte do estômago passa para dentro do tórax.

Geralmente, a DRGE – Doença do Refluxo Gastro-Esofágico – é provocada por uma alteração do funcionamento da válvula cárdia (situada entre o esôfago e estômago). A válvula cárdia é um esfíncter por onde ocorre a passagem do alimento que desce do esôfago em direção ao estômago – uma de suas funções é impedir, após a passagem, o retorno dos alimentos  líquidos ou sólidos.

Quando esta válvula não funciona bem, principalmente pela presença da hérnia de hiato, ocorre o refluxo gastro-esofágico com maior ou menor intensidade. Com isso, o ácido do estômago passa para o esôfago e até mesmo para a boca, provocando queimaduras e inflamações ao longo do trajeto. A inflamação da mucosa do esôfago se chama esofagite, e  pode ser de leve até severa intensidade, com ulcerações em sua parede interna.

 

Indicação cirúrgica

Indicada para pacientes com sintomas de Doença do Refluxo Gastro Esofágico: azia intensa; refluxo de líquidos até a boca ou garganta; dor ao nível da boca do estômago; pacientes em tratamento clínico sem sucesso, ou em tratamento clínico com sucesso, mas que não queiram mais usar medicações; portadores ou não de hérnia de hiato.

A indicação da cirurgia deve ser discutida com o médico, que avaliará os sintomas e os tratamentos usados até o momento pelo paciente. São necessários vários exames: endoscopia digestiva alta, esofagomanometria e PH metria.

Marcação da cirurgia

Normalmente, a cirurgia é marcada para dia escolhido por cirurgião e paciente. São necessários exames laboratoriais e avaliação cardiológica pré-operatória para a realização da cirurgia com segurança.

Internação hospitalar

O paciente é internado uma hora antes da cirurgia, em jejum de, no mínimo, oito horas, inclusive sem água. O procedimento é realizado sob anestesia geral.

A cirurgia varia de uma a duas horas, dependendo das condições locais e do tamanho da hérnia de hiato. Em 99% dos casos, pode ser realizada por videolaparoscopia. Em apenas 1% dos casos é necessária a conversão (passagem da cirurgia de videolaparoscopia para a convencional – aberta).

Cirurgia

São feitas cinco  incisões: uma de 1 cm acima da cicatriz umbilical (por onde é colocada a câmera que oferece ao cirurgião, pelo monitor, uma visão em HD-alta definição  com 20 vezes de aumento e iluminação potente), outra de 5 mm na altura da boca do estômago e outras três de 5 e 10 mm logo abaixo das costelas à direita e à esquerda, respectivamente, por onde são colocadas pinças para dissecção. O abdômen é insuflado com gás carbônico para que o cirurgião possa enxergar dentro da cavidade abdominal.

Após a identificação da hérnia hiatal, é realizada sua redução, isto é, retira-se a parte do estômago que estava dentro do tórax. Esta é a parte mais delicada da cirurgia, e seu tempo de duração depende do tamanho da hérnia.

A seguir, os pilares diafragmáticos são fechados com pontos de sutura, calibrando a passagem do esôfago através do hiato diafragmático com uma sonda interna no esôfago, evitando que fique muito apertado e  para que o estômago não volte mais ao tórax.

É liberado, após, o fundo gástrico para a formação de uma nova válvula que impeça o refluxo gastro-esofágico. Utilizando o próprio estômago que é suturado em torno do esofagocom uma sonda interna no esôfago, evitando que fique muito apertado . Cada vez que o alimento encher o estômago, haverá um ajuste na válvula gástrica impedindo o refluxo.

Ao final do procedimento, retira-se o gás carbônico.

 

Capturar

 

Pós-Operatório

Após a cirurgia, o paciente fica na sala de recuperação por três a quatro horas, acompanhado diretamente por uma enfermeira. Quando acorda bem, é, então, liberado para o quarto.

No quarto, o paciente já terá condições de levantar e caminhar. Deve levantar bem devagar e em etapas: primeiro, elevar a cabeceira da cama, aguardar 15 minutos, sentar na cama com os pés para fora, aguardar mais 15 minutos, para, então, levantar – sempre com ajuda de alguém. Deve chamar a enfermeira para ajudá-lo. Mesmo assim, na primeira vez em que levantar, o paciente ainda poderá ter tonturas, náuseas e vômitos, taquicardia, hipotensão postural, sudorese e mal-estar, os quais devem passar após estas primeiras levantadas.

Sempre haverá medicação para dor leve, moderada ou forte, e também em caso de náuseas ou vômitos. O paciente deve solicitar à enfermeira quando necessário.

Como a manipulação cirúrgica na zona de transição esofago-gástrica é significativa, e a região fica muito inchada, o paciente deve adotar dieta líquida e pastosa por quinze  dias, retomando, após este período, sua alimentação normal. É recomendado, nos 60 dias iniciais, evitar alimentação de sólidos como carne e pão, de difícil passagem, e que podem causar sintomas como embuchamento ou refluxo (quando o alimento não é aceito pelo organismo). Passado os 60 dias, o paciente está liberado para comer de tudo.

Alta hospitalar

O paciente tem alta hospitalar, geralmente, no primeiro dia de pós-operatório, ao final da manhã. Ele receberá instruções da equipe médica quanto a curativos e eventuais dores. Micropores são colocados sobre as incisões e devem permanecer ali até retorno do paciente ao cirurgião, dentro de sete a dez dias. Os micropores podem ser molhados durante o banho, pois secam no lugar. Se o paciente preferir, pode ainda passar um secador no local.

O paciente pode caminhar à vontade (quanto mais caminhar, melhor). Pode subir e descer escadas, se abaixar, se esticar e dirigir o carro. Deve apenas evitar esforços físicos e esportes, como carregar peso, correr, nadar, fazer ginástica – pelo período de 60 dias.

Retorno às atividades

O paciente pode retornar ao trabalho quando estiver se sentindo bem. Geralmente, isso ocorre em uma semana; dependendo do tipo de trabalho, pode ocorrer em apenas três dias.

O limite da movimentação é a dor. Se não tiver dor, a pessoa pode realizar o que quiser.